Lincoln descia pelo elevador se perguntando o que faria naquela noite. Seria seu aniversário de casamento, se ele não tivesse se divorciado pela milésima vez. Com a recusa de Santa Cecília em acompanhá-lo em um drinque, restava apenas beber sozinho em um bar.
Assim que colocou os pés na rua, o diretor de redação teve certeza de estar sendo seguido e se arrependeu de não ter saído de carro. As passadas foram se aproximando e Lincoln tentou apertar o passo. No início da madrugada, não há nada aberto na Rio Branco, o que o impedia de entrar em alguma loja em busca de abrigo.
Conforme as passadas se aproximavam, o coração frágil do jornalista acelerava. Mas qual foi a surpresa quando o homem que o seguia simplesmente o ultrapassou fazendo sinal para um ônibus. Lincoln respirou aliviado e acendeu um cigarro para relaxar.
Assim que devolveu o isqueiro ao bolso, um carro rasgou a avenida. Dois homens saíram do veículo, apanharam Lincoln pelos braços e o jogaram no banco de trás.
Era madrugada na Rio Branco e não havia viva alma no Centro para chamar a polícia ou anotar a placa do carro.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
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